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7 jul

Carlinhos Brown, Orquestra de Sopro e bloco Pretinhosidade emocionam público

Publicado em: Conservatório de Música Popular Brasileira por: viridiana
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No último grande show da edição de inverno da 40ª Oficina de Música de Curitiba, o baiano Carlinhos Brown entregou na noite desta quarta-feira (5/7), no Teatro Positivo, uma performance incrível com o show Umbalistas, cativando o público com canções que marcaram gerações. O festival de música de Curitiba especial de inverno termina neste fim de semana.

Acompanhado da Orquestra à Base de Sopro da Fundação Cultural de Curitiba, o carismático artista e compositor não apenas cantou. Ele também dançou e interagiu com a plateia e os fãs. A noite foi emocionante e levantou ainda temas importantes como religiosidade de matriz africana e racismo.

O espetáculo, que proporcionou uma interação constante com o público, teve início com um desejo de vida longa à Oficina de Música. “A Oficina é um espaço muito bonito para os músicos de todo o país. Ela é reconhecida por dar aos músicos um espaço de expansão em momentos de aprendizado intenso. Hoje eu aproveito essa oportunidade para compartilhar um pouco da minha essência musical com todos”, disse Carlinhos Brown.

Um dos momentos especiais do show foi a participação da filha do músico, Clara Buarque, que subiu ao palco pela segunda vez na carreira. Com delicadeza, eles apresentaram as músicas Carnalismo e Músico, evidenciando o carinho entre pai e filha.

Instrumentos de sopro

A apresentação ganhou ainda mais grandiosidade com a participação da Orquestra à Base de Sopro de Curitiba, regida por Sérgio Albach, que uniu os metais aos tambores de Carlinhos Brown em seis das últimas músicas do espetáculo.

“O desafio para a orquestra é grande a cada apresentação com um convidado, pois não há um padrão fixo a ser seguido e com Carlinhos Brown essa troca foi fácil. Ele é extremamente generoso, e a conexão que ele tem com a música brasileira é singular e profunda”, enfatizou Albach.

Além das canções próprias, Carlinhos Brown apresentou músicas de seus parceiros no projeto Umbalistas, como Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Sucessos como Amor I Love You, Vilarejo e Aliança foram entoados pelo artista e ecoados em coro pelo público entusiasmado.

Paranauê e Pretinhosidade

Um dos momentos mais animados foi quando a plateia se envolveu na música Velha Infância, fazendo com que Carlinhos Brown descesse do palco e cantasse a ginga da capoeira Paranauê, entre os espectadores. Esse momento foi o ápice do show, especialmente para um público que já estava contagiado pela energia do espetáculo.

O músico ainda distribuiu botões de rosas brancas e vermelhas para o público.

Para encerrar a poderosa apresentação, integrantes do bloco afro curitibano Pretinhosidade foram convidados a subir ao palco, proporcionando um encerramento memorável e cheio de energia ancestral. O grupo que tem sede na Vila Torres valoriza a negritude e a ancestralidade. Um abraço coletivo no palco, envolvendo todos os integrantes do bloco, marcou o fim dessa grande noite.

Raízes

Em meio à completa euforia após o encerramento, Sintia Campos e Fábio Costa, dois membros do Pretinhosidade, compartilharam seus sentimentos. “Esse momento tem um significado imenso para nós. Estamos diante de um dos maiores artistas do Brasil, sendo abençoados diante de um público imenso, é a valorização das nossas raízes”, afirmou Sintia. “É uma alegria indescritível que fortalece ainda mais nosso grupo”, concluiu Fábio.

Bento Medeiros, que fez parte do time de Carlinhos Brown no programa The Voice Kids, da Rede Globo, também esteve presente para prestigiar o espetáculo. Ele expressou sua admiração pelo artista, dizendo. “Eu amo porque é incrivelmente divertido e proporciona alegria a várias pessoas”.

Também prestigiou o show a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro, que entregou a gravura Ciranda das Etnias, da artista curitibana Denise Roman, obra que sintetiza toda a apresentação de Carlinhos Brown.

José Antônio Campos Jardim, mais conhecido como Zé da Cufa, presidente da Central Única das Favelas (Cufa) no Paraná, também esteve presente, junto com o diretor executivo do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Marino Galvão Jr; o diretor de Ação Cultural da FCC, Edson França Bueno; o curador da Oficina de Música de Curitiba, João Egashira; o reitor da Universidade Positivo, Roberto Di Benedetto; e o diretor da UP Experience, Eduardo Faria Silva.